Aos 85 anos, o alemão Joseph Ratzinger,
eleito Papa Bento XVI, em 19 de abril de 2005, há 7 anos e 10 meses no cargo, sacudiu
o mundo ao anunciar segunda feira última, 11 de fevereiro de 2013, durante um
encontro com cardeais no Vaticano, a renúncia de seu pontificado papal e que
ficará no cargo somente até às 17 horas ( de Brasília), do dia 28 de fevereiro corrente ano. As razões de seu gesto, afirmou Bento XVI “Cheguei
à certeza de que as minhas forças, devido a minha avançada idade, já não são
idôneas para exercer adequadamente o ministério de Pedro”
Pelo que disse, inicialmente,
o seu gesto de renúncia é que as suas condições físicas estão fragilizadas, se
deteriorando, sentindo fraco, sem forças para viajar e levar a bandeira da
igreja católica para todos os cantos do mundo assim como participar de inúmeros
atos religiosos por todos os continentes que o cargo exige. O que me chamou a
atenção nesse episódio, foi a coragem, a sabedoria do Papa em reconhecer que
ele não tem mais forças, vigor físico e espiritual para governar o grande mundo
da igreja católica. A última vez que um Papa renunciou o seu cargo foi a quase
seis séculos (cerca de 600 anos) no papado de Gregório XII, em 1.415. Eu
pergunto: Será que um Senador, Deputado, Ministro, Político Brasileiro teria
esse nobre gesto em algum dia de suas vidas políticas? Aqui, o político tem quatro,
cinco aposentadorias, está em cadeira de rodas, respirando por aparelhos ou em
coma, não renuncia o cargo e quer mais
aposentadoria!


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