Ainda está vivo em nossas
memórias, o incêndio que interrompeu a vida de mais de 230 jovens na boate
Kiss, em Santa Maria ,
RS, na madrugada de domingo, 27 de janeiro último. Lendo e ouvindo depoimento
de quem presenciou as cenas de horror, a fumaça escura que tomou conta do
ambiente, as mortes por intoxicação da fumaça escura que foi a responsável pelo
empilhamento de vários corpos inertes naquela casa noturna. Diversos celulares
tocaram por chamadas de pais, mães, amigos, desesperados por notícias. Só um
celular tocou 104 vezes. Mensagens e mais mensagens em celulares, facebook,
tablet, de muitos jovens pedindo socorro que estavam agonizando.
O Brasil se
emocionou com a dor de cada pai e mãe que enterrou um, às vezes, dois filhos.
Contudo, um dos sentimentos mais fortes, foi a indignação, a sucessão de pequenos
erros, os mais banais e inaceitáveis, a começar por um irresponsável dos
componentes da banda que, ao fazer um show pirotécnico num recinto fechado e
superlotado, com cortinas, forro de material altamente inflamável, usou um
sinalizador cujo fogo atingiu o teto, iniciando ai um grande incêndio. A partir
daí, foram os extintores que não funcionaram, construção sem porta de
emergência, vigilância despreparada,, sem alvarás de funcionamento da
prefeitura e do Corpo de Bombeiro. Foi
uma daquelas tragédias que poderia ter sito evitada. A história conta que
incêndios em boates, semelhantes a esse de Santa Maria, já haviam acontecido em
2004 na Argentina; com 194 mortes; em 2003 nos Estados Unidos com 100 mortos;
em 2000 na China com 309 mortes; em 1996 nas Filipinas com 160 mortes; em 1942 e
1977, novamente nos Estados Unidos com 657 mortes.


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