quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Tragédia evitável



Ainda está vivo em nossas memórias, o incêndio que interrompeu a vida de mais de 230 jovens na boate Kiss, em Santa Maria, RS, na madrugada de domingo, 27 de janeiro último. Lendo e ouvindo depoimento de quem presenciou as cenas de horror, a fumaça escura que tomou conta do ambiente, as mortes por intoxicação da fumaça escura que foi a responsável pelo empilhamento de vários corpos inertes naquela casa noturna. Diversos celulares tocaram por chamadas de pais, mães, amigos, desesperados por notícias. Só um celular tocou 104 vezes. Mensagens e mais mensagens em celulares, facebook, tablet, de muitos jovens pedindo socorro que estavam agonizando. 

O Brasil se emocionou com a dor de cada pai e mãe que enterrou um, às vezes, dois filhos. Contudo, um dos sentimentos mais fortes, foi a indignação, a sucessão de pequenos erros, os mais banais e inaceitáveis, a começar por um irresponsável dos componentes da banda que, ao fazer um show pirotécnico num recinto fechado e superlotado, com cortinas, forro de material altamente inflamável, usou um sinalizador cujo fogo atingiu o teto, iniciando ai um grande incêndio. A partir daí, foram os extintores que não funcionaram, construção sem porta de emergência, vigilância despreparada,, sem alvarás de funcionamento da prefeitura e do Corpo de Bombeiro.  Foi uma daquelas tragédias que poderia ter sito evitada. A história conta que incêndios em boates, semelhantes a esse de Santa Maria, já haviam acontecido em 2004 na Argentina; com 194 mortes; em 2003 nos Estados Unidos com 100 mortos; em 2000 na China com 309 mortes; em 1996 nas Filipinas com 160 mortes; em 1942 e 1977, novamente nos Estados Unidos com 657 mortes.  

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