sexta-feira, 19 de junho de 2015

HSBC fazendo as malas e despedindo do Brasil


São vários os comentários na imprensa  brasileira ( por exemplo, a Revista Carta Capital de maio) sobre a provável  venda do banco  HSBC de nosso país, ainda com possibilidades da realização do negócio sair neste ano. Com ativos totais de 150 bilhões de reais, trata-se do quarto banco do país, ficando atrás do Itaú, Bradesco e Santander, respectivamente, e o sétimo na classificação geral.  Os bancos Itaú, Bradesco, Santander e o BTG Pactual compõe a lista dos possíveis compradores, seguido pelo grupo bancário canadense Scotiabank e ainda pelo grupo chinês, Industrial  &  Commercial Bank of China, com o grupo espanhol Bilbao Viscaya, correndo por fora. 

O montante do negócio, especula-se em torno de 5 bilhões de dólares. Comenta-se ainda no mercado financeiro que o HSBC estaria vendendo as suas agências dos Estados Unidos e da Turquia para contrabalançar o impacto dos resultados no aumento das exigências dos órgãos reguladores de diversos países em relação aos ativos de risco, motivo do fechamento  de 77 negócios nos últimos quatro anos. Entre 2013 e 2014 a instituição foi investigada na Europa por manipulações nos mercados de câmbio e de taxa de juro. A situação da empresa agravou com a descoberta em fevereiro deste ano das contas de mais de 100 mil clientes de 203 países na filial suíça, com mais de 100 bilhões de dólares em depósitos feitos entre 1988 e 2007 por governantes, empresários, políticos, celebridades e criminosos, no escândalo conhecido como SwissLeaks. 

O banco é suspeito de cumplicidade na sonegação desse volume de dinheiro de 95% dos clientes.  Com 7  bilhões de dólares de 8.667  em contas de clientes do Brasil, a Receita Federal, Polícia Federal, Comissão Parlamentar de Inquérito estão investigando quem são esses clientes ( já se sabe que tem vários da Operação Lava Jato  do caso Petrobrás ). Uma investigação do Senado Americano sobre a ação do HSBC nos Estados Unidos concluiu que a instituição levou bilhões de dólares do país para os  cartéis de droga mexicanos e terroristas, durante  décadas. Afetado por problemas com raízes profundas, o HSBC trata de enxugar as suas estruturas em um esforço de sobrevivência, antes que seja tarde demais.


Nenhum comentário: